Cotidiano

Delegacia de homicídios aponta falhas do Conselho Tutelar

Na manhã desta segunda-feira (13), durante uma coletiva de imprensa, a Delegacia de Homicídios de Cascavel trouxe à tona um assunto sério: a falta de presença do Conselho Tutelar em situações que envolvem menores de idade. O alerta foi feito em meio à investigação de um caso recente de violência, onde um homem foi espancado até a morte no Bairro Periolo, na madrugada de sábado para domingo.

De acordo com o delegado responsável, o Conselho foi chamado para acompanhar o depoimento de uma adolescente de 14 anos, que estava ligada ao crime, mas não compareceu. Isso obrigou a polícia a designar um policial civil para acompanhar a oitiva da menor, algo que, por lei, deveria ser feito pelo Conselho Tutelar. Essa adolescente tinha um relacionamento com o acusado do crime, um homem de 22 anos que foi preso em flagrante.

Esse episódio reacendeu as críticas sobre a atuação do Conselho, especialmente em casos graves que envolvem menores, como violência doméstica e sexual. O delegado destacou que a ausência do Conselho Tutelar em situações de emergência é uma realidade preocupante em Cascavel. Isso contraria o que está previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que estabelece a importância do acompanhamento especializado.

As autoridades estão alarmadas com essa falta de ação, pois entendem que o suporte psicológico e social é fundamental para as vítimas. Em um cenário mais amplo, os números da violência em Cascavel até agora são alarmantes: 38 homicídios, 4 feminicídios, 3 latrocínios e 1 infanticídio. A situação exige uma reflexão urgente sobre a responsabilidade e a atuação dos órgãos que deveriam proteger nossas crianças e adolescentes.

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