Curitiba e Região

Dirigentes do Sindimoc são detidos por desvio em Curitiba

Na manhã desta quinta-feira, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) lançou uma operação que resultou na prisão de duas pessoas envolvidas em um esquema de desvio de dinheiro. As investigações estão relacionadas a crimes como peculato e falsidade ideológica. A ação ocorreu simultaneamente em Colombo, Itaperuçu e Curitiba, focando em possíveis irregularidades ligadas a dirigentes do Sindicato dos Motoristas e Cobradores (SINDIMOC) e da Associação dos Trabalhadores no Transporte do Paraná (ASTT).

Durante a operação, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão nas três cidades. Os policiais encontraram diversos documentos e eletrônicos que podem comprovar as fraudes, como registros financeiros, contratos e extratos bancários. Esses materiais passarão por uma análise detalhada para entender a extensão dos desvios e o papel dos envolvidos.

O inquérito começou após uma denúncia que levantou suspeitas sobre o presidente afastado e o diretor financeiro suspenso do sindicato, além do presidente da associação. As investigações revelaram movimentações financeiras estranhas, incluindo pagamentos por serviços que não tinham contrato formal e transferências para contas pessoais dos diretores. Além disso, havia pagamentos a empresas que estão ligadas aos investigados. O esquema de fraudes também se estendia à associação, que recebe repasses mensais de empresas de transporte coletivo. Esses valores deveriam ser usados para custear serviços médicos para os trabalhadores.

A delegada Rita de Cássia Lira, que está à frente do caso, destacou o compromisso da Polícia Civil em investigar com rigor todas as suspeitas de desvio de recursos, especialmente quando isso afeta diretamente os trabalhadores e a comunidade.

Após as prisões, os detidos foram levados para o sistema penitenciário, enquanto as investigações continuam.

### O que diz o SINDIMOC

A nova diretoria do SINDIMOC se manifestou por meio de uma nota oficial, esclarecendo que os envolvidos nas irregularidades eram ex-diretores da entidade. A atual gestão afirmou que, logo no início, adotou medidas rigorosas, afastando todos os implicados e denunciando o caso às autoridades competentes. Eles se posicionaram como vítimas da situação e garantiram que não aceitarão desvios, além de reafirmar seu compromisso com a ética e a legalidade. Segundo a nota, o sindicato está “mais forte e determinado do que nunca” na defesa dos direitos dos trabalhadores e associados.

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