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Em Maringá prédio evacuado; terremoto também assustou no Oeste

Moradores de Maringá e de outras cidades sentiram efeitos de terremoto argentino.

Moradores de Maringá e de outras cidades sentiram efeitos de terremoto argentino.

Um abalo sísmico, de 6,7 de magnitude na escala Richter, ocorrido em Santiago del Esterno, no Norte da Argentina, teve seu reflexo sentido em Maringá na manhã desta sexta-feira (2). O Corpo de Bombeiros recebeu 12 chamadas, grande parte da região central da cidade, por volta das 11h, de pessoas relatando o tremor, que durou cerca de três segundos. O registro oficial do abalo na Argentina é das 10h47. 

As pessoas que trabalhavam no edifício comercial Benedito Correia de Oliveira, localizado na Avenida Brasil, 4493, passaram por um grande susto. O prédio, que tem cinco andares, sofreu um leve tremor, amedrontando quem estava no local, em especial na parte mais alta.

“Foi muito rápido, coisa de segundos. Eu estava sentada, quando percebi a cadeira ir pra frente e para trás. Achei que fosse normal, pois ela possui rodinhas. Mas logo depois vi o pessoal dos andares de cima descendo gritando, dizendo que o prédio iria cair, então fiquei com medo e desci também”, conta a auxiliar administrativa, Mirian Moraes, de 23 anos, que estava no segundo andar.

Após o abalo, o alarme tocou e o edifício foi evacuado por aproximadamente uma hora, para que os bombeiros fizessem uma vistoria no edifício. “Averiguamos os andares superiores, pois nos disseram que haviam rachaduras, mas não encontramos nada. Verificamos também o térreo e as pilastras, e constatamos que o prédio está seguro”, disse o sargento Amilton Santana.

No edifício funcionam salas comerciais e a sede do Paraná Assistência Médica (PAM). Cristiane Ponte, de 36 anos, que estava no local tomando soro, precisou ser socorrida por uma ambulância. Ela, que está grávida de 11 semanas e é hipertensa, passou mal por conta do susto.

Outras chamadas

Segundo o Corpo de Bombeiros cerca de 15 chamadas foram solicitadas, grande parte delas da região central, relatando o tremor. Moradores de um prédio em Mandaguaçu também se sentiram o abalo e saíram dos recintos.

Apesar do susto, nenhuma outra edificação precisou ser evacuada. O prédio da Receita Federal também sentiu tremores. Funcionários que estavam nos andares superiores saíram dos recintos por vontade própria. Os bombeiros estiveram no local, mas não interditou a área.

Situação normal

Segundo o professor do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UNB), George Sand França, situações como essa são normais e ocorrem em diversas cidades do Brasil com frequência.

“O fenômeno é consequência de abalos sísmicos, mas em raros casos estes ocorrem no Brasil. Em geral, o que as pessoas sentem são reflexos de terremotos distantes. Tais reflexos são sentidos desde 1906 nos grandes centros urbanos brasileiros”, conta.

Segundo o professor, de modo geral, qualquer terremoto gera oscilações (ondas sísmicas) que podem, dependendo da energia liberada pelo fenômeno e de fatores geológicos, se propagar na crosta terrestre até longas distâncias. “Os prédios mais altos sentem essas ondas sísmicas com maior facilidade”, conta Sand.

Paraná

Outras cidades do Paraná também sentiram os reflexos do terremoto na Argentina, como Cascavel. Conforme o professor do Observatório Sismológico, os tremor foi sentido no Paraná, pois o terreno é de bacia sedimentar, o que facilita a oscilação dos prédios.

Argentina

Segundo a Agência Brasil, os tremores na Argetina foram registrados em dois momentos do dia, mas o mais o intenso ocorreu por volta das 10h47. O terremoto mais forte foi observado a 30 quilômetros de Anatuya, cidade com pouco mais de 30 mil habitantes. Não há informações sobre vítimas e danos.

Em janeiro deste ano, a região de Santiago del Estero foi atingida por um terremoto de 7 graus na escala Richter. A província de Santiago del Estero é famosa na região por abrigar sítios históricos e também pelas estações de água.

(Fonte: odiario.com)

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