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Estado é o terceiro na devastação da Mata Atlântica

A devastação da Mata Atlântica no Paraná em 2020 ficou menor que em 2019, segundo levantamento divulgado nesta quarta-feira (26) pela Fundação SOS Mata Atlântica, relativo ao período 2019/2020. As informações foram divulgadas na véspera do Dia Nacional da Mata Atlântica, comemorado em 27 de maio. Pela listagem, o desmatamento da Mata atlântica no Paraná foi de 2.151 hectares em 2020, contra 2.767 em 2019. A queda foi de 22% no período de um ano. Apenas Piauí (queda de 76%) e Pernambuco (52%) tiveram índices melhores.

Por outro lado, o Paraná também foi o terceiro em área total desmatada. Os 2.151 hectares do Estado só ficam atrás da quantidade devastada em Minas Gerais (4.701 hectares) e da Bahia (3.230 hectares).
Em termos de variação, apenas seis estados tiveram retração no desmatamento. Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Ceará, Goiás, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Espírito Santo tiveram alta na devastação, em relação ao ano anterior. Alagoas e Rio Grande do Norte também registraram desmatamento, mas não constavam do estudo anterior. A Paraíba não foi incluída no levantamento.

Dois estados ficaram no topo da lista de destruição florestal com taxas acima dos 400%, em relação ao período de 2018/2019. O ES registrou taxas de mais de 462% na perda da cobertura vegetal, seguido por SP, com 402%. A explicação no caso paulista seria a expansão da exploração imobiliária. Em pelo menos dois Estados, Rio e Mato Grosso do Sul, a porcentagem mais do que dobrou.

No total, segundo o estudo, foram desflorestados 13.053 hectares (130 quilômetros quadrados) da Mata Atlântica no período – dado que, embora tenha o porcentual geral 9% menor em relação ao levantamento de 2018-2019 (14.375 hectares), representa um crescimento de 14% em relação a 2017-2018 (11.399 hectares), quando o desflorestamento atingiu o menor valor da série histórica. O projeto, criado para monitorar as mudanças na cobertura vegetal desse bioma brasileiro, existe desde 1989.

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