Curitiba e Região

Esteticista falsa é detida em clínica clandestina em Curitiba

Uma mulher de 44 anos foi presa na manhã desta quinta-feira em Curitiba, acusada de diversos crimes relacionados à saúde e à estética. Ela se passava por esteticista, mas não tinha formação ou certificação para exercer a profissão. A prisão aconteceu durante uma fiscalização em uma clínica estética clandestina no bairro Cidade Industrial. O local, que ainda não foi revelado pela polícia, funcionava sem licença sanitária e sem autorização dos órgãos de saúde.

Durante a operação, os policiais encontraram uma grande quantidade de medicamentos injetáveis sem origem definida, além de produtos sem rótulo e até remédios vencidos. Também foram apreendidas ampolas de ácido hialurônico que não possuíam registro na Anvisa, botox de uma marca proibida no Brasil, equipamentos de ozonioterapia e uma incubadora para plasma PRP sem certificação. Para completar, tubos de PRP com validade expirada também estavam no local.

Na bolsa da suspeita, os policiais descobriram ampolas de cosméticos sem registro e frascos de medicamentos abertos que não estavam acondicionados de forma adequada. Havia até uma seringa com um líquido não identificado, o que levantou ainda mais suspeitas sobre a manipulação irregular de substâncias. A delegada Aline Manzato, que está à frente da investigação, ressaltou que o lugar não tinha um sistema seguro para descartar materiais perfurocortantes, colocando a saúde de outras pessoas em risco. “As seringas e agulhas eram guardadas em caixas de papel, sem proteção, o que expunha terceiros a contaminação e acidentes”, explicou.

Durante a operação, alguns familiares da mulher tentaram impedir a prisão, desobedecendo às ordens da polícia. Resultado: três pessoas acabaram detidas por resistência e desobediência. A ação foi coordenada pela Polícia Civil do Paraná, em colaboração com o Conselho Regional de Medicina, o Conselho Regional de Biomedicina e a Vigilância Sanitária. Todos os materiais apreendidos foram enviados para perícia, e a mulher segue à disposição da Justiça.

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