Ex-vereador do Paraná é acusado de abusar de adolescentes
O ex-vereador Hélio de Mello está sendo alvo de uma denúncia grave feita pelo Ministério Público do Paraná (MPPR). Ele é acusado de estupro de vulnerável e outros crimes sexuais, que teriam ocorrido enquanto ele trabalhava como professor em Irati, uma cidade na região Sudeste do estado. Hélio está foragido e há um mandado de prisão preventiva contra ele. O caso está sob sigilo judicial.
As investigações começaram após uma denúncia anônima recebida pelo Conselho Tutelar em 5 de agosto deste ano. A denúncia indicava que Hélio, na função de professor, teria abusado sexualmente de adolescentes do sexo masculino. Os crimes teriam se estendido entre 2017 e 2024, afetando sete jovens, com idades variando de 11 a 17 anos.
De acordo com o MPPR, os abusos ocorreram tanto dentro quanto fora da escola onde Hélio lecionava Educação Física. A investigação revelou que ele se aproveitava de sua posição de autoridade e do relacionamento de confiança que tinha com os alunos para cometer os atos. Ele oferecia presentes, dinheiro e outros benefícios em troca de encontros e do envio de fotos íntimas.
Na denúncia, o Ministério Público descreve um total de 28 atos criminosos. Entre eles estão estupro de vulnerável, satisfação de lascívia na presença de menores, favorecimento da prostituição e exploração sexual de crianças e adolescentes, além de importunação e assédio sexual.
A situação se torna ainda mais complicada com a inclusão de sua irmã na denúncia. Ela era diretora da escola onde Hélio trabalhava e, segundo o MPPR, tinha conhecimento de parte dos abusos, mas não tomou nenhuma atitude para evitar ou denunciar os crimes. Por isso, ela também responderá por prevaricação, assédio sexual e favorecimento da exploração sexual de adolescentes.
Esse caso está sendo acompanhado de perto por diversas instituições, incluindo o Conselho Tutelar, a Promotoria de Justiça de Irati, e as secretarias municipais de Assistência Social e Educação, além da Delegacia de Polícia Civil. A situação é preocupante e reflete a importância de denúncias e do acompanhamento contínuo de casos que envolvem a proteção de crianças e adolescentes.




