Curitiba e Região

IPTU de Curitiba aumenta em 2026; conheça as mudanças

O IPTU, aquele imposto que todo proprietário de imóvel em Curitiba tem que pagar, vai ficar mais salgado a partir de 2026. Na última segunda-feira, a Câmara Municipal de Curitiba (CMC) deu o primeiro passo para aprovar um projeto que traz reajustes para alguns imóveis, por conta da atualização da Planta Genérica de Valores (PGV). A boa notícia é que, segundo as informações, 80% dos imóveis da cidade terão suas taxas ajustadas apenas pela inflação, que é medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Mas não para por aí. Além dessa correção, aproximadamente 61 mil imóveis vão enfrentar um aumento de até 18% no imposto, devido à nova PGV. Para se ter uma ideia, em Curitiba, existem cerca de 980 mil imóveis. Outros 135 mil deles ficarão isentos do pagamento, pois têm até 70 m² de área construída e um valor venal de até R$ 232 mil. Portanto, a maioria dos imóveis – 784 mil – só terá o aumento referente à inflação, enquanto os 61 mil mencionados vão ter um impacto maior.

A Prefeitura também sugeriu um limitador para o IPTU desses imóveis que sofrerão o aumento pela nova PGV. Isso significa que, para os imóveis de menor valor, o aumento será a inflação mais um máximo de R$ 290. Já para os imóveis de padrão mais elevado, o reajuste será a inflação somado a até 18% do que foi pago neste ano.

### Como foi a votação na Câmara

Na mesma sessão, vários vereadores se posicionaram a favor da revisão da PGV, destacando que a “trava” de 18% é uma proteção para o contribuinte, evitando aumentos excessivos. O líder do Governo, Serginho do Posto, enfatizou que a medida busca a “justiça fiscal”, alinhando a planta genérica às recomendações do Tribunal de Contas. Ele mencionou que a maioria dos imóveis vai ter apenas a correção pela inflação, mantendo os 135 mil isentos do imposto.

Por outro lado, a oposição levantou preocupações sobre a proposta, argumentando que ela chega em um momento de alta valorização do mercado imobiliário e pode prejudicar os moradores. Camilla Gonda, por exemplo, questionou a precisão das estimativas oficiais, enquanto a vereadora Professora Angela criticou a falta de debates públicos antes da votação. No geral, a preocupação é que o aumento do IPTU possa afetar mais aqueles que já têm uma renda mais baixa, especialmente em áreas onde o custo de vida já é elevado.

### Impacto na arrecadação

O Executivo estima que a atualização da PGV deve aumentar a arrecadação do IPTU nos próximos anos, mas que esse crescimento será menor do que o potencial real. Isso acontece porque a nova lei impõe um limite ao aumento do imposto, ou seja, a chamada “trava de majoração”. Com isso, a previsão é que aproximadamente R$ 134 milhões deixem de ser arrecadados em 2026. Se a trava não existisse, esse valor poderia ser o dobro.

O projeto de lei também traz mudanças nos critérios técnicos para calcular o valor venal dos imóveis, levando em consideração aspectos como variação de preços de mercado e melhorias na infraestrutura. A ideia é que a avaliação seja transparente e padronizada, utilizando dados do cadastro imobiliário.

Além disso, o projeto modifica alguns aspectos administrativos, como a frequência com que a PGV deve ser revisada, que agora será a cada quatro anos. Também há uma nova regra que permite ao contribuinte corrigir erros de representação antes que irregularidades sejam reconhecidas, o que melhora a segurança jurídica.

Essas mudanças estão sendo discutidas e vão impactar muitos curitibanos. Assim, é bom ficar atento às informações e entender como isso pode refletir no bolso de cada um.

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