Jovens até 29 anos lideram estatísticas de acidentes no Paraná
No Paraná, o grupo de jovens entre 20 e 29 anos é o que mais sofre com acidentes de trânsito envolvendo colisões de veículos. De janeiro a setembro deste ano, 32.201 pessoas dessa faixa etária precisaram de ajuda do Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate). Embora os números sejam alarmantes, há uma boa notícia: houve uma queda nos registros de acidentes. Comparando os primeiros nove meses de 2023 com os mesmos meses de 2024, o número de ocorrências caiu de 34.439 para 32.201, uma redução de quase 7%.
No total, os atendimentos do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) também diminuíram. Foram 89.150 atendimentos nesse período, uma queda em relação aos 93.218 do ano passado, representando uma redução de 4,56%. Ao observar as idades, percebe-se que os atendimentos diminuem conforme as pessoas ficam mais velhas. Para adultos de 30 a 39 anos, foram 18.583 socorros; para a faixa de 40 a 49, 12.943; entre 50 e 59 anos, 8.194; e, para os idosos, 3.970 socorros para aqueles de 60 a 69 anos e 2.090 para quem tem mais de 70 anos.
A capitã do CBMPR, Luisiana Guimarães Cavalca, explica que os jovens são mais vulneráveis, não só porque são a maior parte da população em idade produtiva, mas também devido a comportamentos imprudentes. “Muitos acidentes acontecem na madrugada, especialmente após saídas de baladas, e costumam ter consequências mais sérias”, conta ela. Por isso, é fundamental que os jovens fiquem atentos às recomendações de segurança no trânsito. “A direção defensiva é essencial. Respeitar os limites de velocidade e estar sempre alerta pode fazer toda a diferença. Dessa forma, mesmo que um acidente ocorra, as consequências podem ser menos graves”, orienta a capitã.
Para ajudar a reduzir esses números preocupantes, o Paraná está implementando o Plano Estadual de Segurança no Trânsito – PETRANS-PR 2025-2030. Essa iniciativa visa fortalecer as políticas de segurança viária e promover uma mobilidade mais sustentável. O objetivo é diminuir a taxa de mortes no trânsito, que, em 2020, era de 21,7 por 100 mil habitantes, para 10,8 até 2030. O plano inclui ações estratégicas, como melhorias na infraestrutura das estradas e uma colaboração mais eficaz entre setores como saúde, educação e segurança pública. Ao todo, são 30 metas e 115 ações planejadas para alcançar esses resultados.
Essas iniciativas não apenas buscam salvar vidas, mas também criar um ambiente de trânsito mais seguro para todos. É um esforço conjunto que envolve toda a sociedade, especialmente os jovens, que precisam estar cada vez mais conscientes de suas responsabilidades ao volante.




