PARANÁ

Licitação é suspensa por suposta relação de empresa com PCC

O Tribunal de Contas do Paraná (TCE-PR) decidiu suspender uma licitação grandiosa do Governo do Estado, que girava em torno de R$ 102 milhões. A empresa que havia vencido a concorrência, a BK Bank, está sendo investigada por uma possível ligação com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Essa decisão foi tomada na última segunda-feira, 22, pelo conselheiro Fabio Camargo, que adotou uma medida cautelar.

A suspeita é de que a BK Bank estaria responsável pela confecção e entrega de cartões que administram os créditos e atendem os beneficiários dos vales-refeição. Isso gerou uma série de problemas para os servidores do estado, que enfrentaram dificuldades para usar os cartões em comércios. A situação é preocupante e pode afetar a qualidade do atendimento aos servidores.

Na sua decisão, Camargo não apenas suspendeu o contrato com a BK Bank, mas também exigiu que a Secretaria de Estado da Administração e da Previdência (Seap-PR) tome providências para que os benefícios sociais continuem sendo fornecidos, mesmo com a licitação suspensa. A Seap tem um prazo de 15 dias para implementar essas medidas e dar um retorno sobre a situação.

O conselheiro destacou a importância de a administração pública evitar riscos desnecessários, especialmente quando não há uma justificativa sólida que possa compensar esses riscos. Essa é uma abordagem que visa proteger os cidadãos e garantir que os serviços oferecidos continuem funcionando sem interrupções.

Até o fechamento desta matéria, a equipe de reportagem tentou contato com a Seap e a BK Bank, mas não obteve retorno. Essa situação levanta questões sobre a confiabilidade das empresas envolvidas em contratos públicos e a necessidade de um acompanhamento rigoroso para garantir que tudo esteja em conformidade com a lei.

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