Mãe que matou filha por neto é condenada a 27 anos de prisão
O Tribunal do Júri de Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, decidiu que Tânia Djanira Melo Becker deve passar 27 anos, 1 mês e 15 dias na prisão. Ela foi condenada pelo assassinato da própria filha, Andréa Rosa de Lorena, em um crime que chocou muitas pessoas. O fato ocorreu em 2007, na cidade de Quatro Barras, também na região metropolitana. A motivação por trás desse ato brutal teria sido o desejo da avó de ficar com a guarda do neto.
Tânia ficou foragida por 17 anos, e sua história ganhou grande notoriedade quando foi exibida no programa Linha Direta, da Rede Globo. O julgamento, que se estendeu até a meia-noite da última quinta-feira (18), resultou na confirmação das acusações feitas pelo Ministério Público do Paraná. O Conselho de Sentença reconheceu que o homicídio foi triplamente qualificado: com motivo fútil, por asfixia e utilizando um recurso que dificultou a defesa da vítima.
O caso foi julgado em Campina Grande do Sul porque, na época do crime, Quatro Barras fazia parte da mesma comarca. Vamos relembrar os detalhes desse crime horrendo. Tânia e seu então companheiro, que já havia recebido uma pena de 21 anos pela sua participação, foram até a casa de Andréa, almoçaram com ela e, em seguida, cometeram o crime. A jovem foi assassinada por asfixia, usando um fio elétrico. Para esconder o que havia feito, o casal colocou o corpo embaixo da cama, onde ficou escondido por dois dias até ser encontrado.
Andréa deixou dois filhos pequenos, um menino de 5 anos e uma menina de apenas 9 meses na época. O crime foi motivado pela ambição da avó de obter a guarda do neto mais velho. A defesa de Tânia foi contatada, mas até o momento não houve retorno.




