Marmitas da Terra completa 5 anos e atende 200 mil pessoas
Terra para quem trabalha e comida para quem tem fome. Esse é o lema do Marmitas da Terra, um projeto social de Curitiba que, neste sábado (06), completa cinco anos de atividade com muita festa, solidariedade e, é claro, comida deliciosa. A Barbara Barreto, que é mestranda em antropologia e atualmente está à frente da secretária do projeto, relembra que a iniciativa nasceu em meio a um dilema que muitos enfrentaram durante a pandemia de Covid-19. Enquanto algumas pessoas se preocupavam em retomar a vida social, outras se perguntavam como fariam para colocar comida na mesa.
Foi assim que um grupo de voluntários se uniu com a missão de minimizar a fome das pessoas em situação de vulnerabilidade. Para isso, Barbara explica que firmaram uma parceria com o Assentamento Contestado, que faz parte do Movimento Sem Terra (MST) no Paraná, localizado na Lapa, na Região Metropolitana de Curitiba. “Lá, eles têm uma escola de agroecologia e também cultivam alimentos em seus terrenos. Começamos a organizar mutirões para plantar e colher esses produtos, e depois preparar as refeições para distribuir”, conta.
Durante o auge da pandemia, mesmo em meio ao caos, o projeto se organizava de maneira bem prática. Nos sábados pela manhã, os voluntários saíam de Curitiba rumo ao assentamento para trabalhar na colheita e no plantio. No domingo, a equipe começava a preparar as marmitas e, na segunda e terça, as refeições eram finalizadas e distribuídas. Barbara destaca que sempre houve um cuidado especial na preparação das marmitas. “Nosso foco não era apenas matar a fome, mas nutrir. Não era só fazer um macarrão qualquer, mas sim garantir uma alimentação saudável e segura para quem recebia”, explica.
Ao longo desses cinco anos, mais de 200 mil marmitas solidárias já foram entregues. Para Barbara, o fato de o projeto continuar ativo mesmo após o pico da pandemia mostra a força da união em torno de um propósito. “Ajudar os outros também foi uma forma de nos ampararmos naquele momento difícil”, reflete.
Com o fim da pandemia, o Marmitas da Terra encontrou novas formas de atuação. Hoje, o projeto realiza dois mutirões por mês, onde não só distribui alimentos coletados pelos voluntários, mas também oferece cursos e palestras para levar conhecimento às comunidades. Atualmente, eles atendem áreas como Nova Esperança, 29 de Janeiro, Vila União e Portelinha, todas em Curitiba.
Para manter esse trabalho tão importante, o projeto depende de recursos, e Barbara conta que eles sobrevivem através de editais públicos, doações e eventos. Neste sábado (06), o Festival Comida no Prato celebrará os cinco anos de história do projeto. Com uma programação variada, um dos grandes destaques será a feijoada solidária, vendida a partir de R$ 25. O festival acontece das 9h às 21h, na Praça João Cândido, no Largo da Ordem, no centro de Curitiba, com entrada gratuita. É uma ótima oportunidade para saborear uma boa comida e ainda ajudar quem precisa!




