Michelle recebe cidadania honorária de Curitiba
O projeto que concede a Cidadania Honorária a Michelle Bolsonaro foi aprovado em primeira votação na Câmara Municipal de Curitiba, com 21 votos a favor e 6 contra. Essa honraria é a mais alta que o Legislativo pode dar a pessoas que não nasceram na capital, conforme a Lei Complementar 109/2018. Para quem já ouviu falar, esse título é equivalente ao de Vulto Emérito, que é destinado a quem nasceu em Curitiba.
Michelle, natural de Ceilândia, no Distrito Federal, foi a primeira-dama do Brasil entre 2019 e 2023. Durante esse período, ela se destacou por seu trabalho voltado à inclusão de pessoas com deficiência e pela defesa da Língua Brasileira de Sinais (Libras). Um marco importante foi quando ela se tornou a primeira mulher a usar Libras durante um discurso de posse presidencial. Carlise Kwiatkowski, uma das vereadoras que apoiaram a proposta, enfatizou que a postura de Michelle em prol das pessoas com deficiência tem inspirado muitas mulheres pelo país.
Os vereadores que votaram a favor da honraria destacaram a importância do trabalho social realizado por Michelle. Eder Borges, por exemplo, a chamou de “verdadeira primeira-dama” e ressaltou sua contribuição para as políticas de apoio a doenças raras. A Delegada Tathiana Guzella também elogiou seu papel como voluntária e intérprete de Libras, destacando seu trabalho com mães de crianças com deficiência.
Outros vereadores, como Olimpio Araujo Junior, afirmaram que Michelle se tornou uma liderança feminina que inspira mulheres de diferentes ideologias. Fernando Klinger, presidente da Comissão de Constituição e Justiça, mencionou depoimentos de líderes religiosos que reconhecem o trabalho voluntário dela. Além disso, Meri Martins lembrou do discurso histórico em Libras na posse presidencial e elogiou a resiliência de Michelle diante de desafios pessoais e políticos. Lórens Nogueira também fez questão de mencionar o impacto do Programa Pátria Voluntária, que, sob a coordenação de Michelle, ajudou a distribuir cestas básicas durante a pandemia.
Por outro lado, os vereadores que se opuseram à proposta levantaram questões sobre a legalidade da honraria. Vanda de Assis argumentou que a ex-primeira-dama não comprovou ações concretas voltadas para Curitiba, e que sua imagem estava associada a momentos difíceis, como o aumento da insegurança alimentar e os eventos de 8 de janeiro. A professora Angela reforçou que não havia registros de atividades diretas de Michelle na cidade e pediu mais responsabilidade ao aprovar uma honraria dessa magnitude. Marcos Vieira, por sua vez, se posicionou de forma técnica, reconhecendo os esforços de Michelle, mas sem encontrar elementos que ligassem sua atuação a Curitiba. Camilla Gonda criticou o foco em honrarias em detrimento de questões urgentes da cidade, como transporte e políticas sociais.
O projeto retornará à pauta nesta terça-feira (25) para uma nova votação.




