Monitor de presídio em Piraquara receberá indenização por tiro
Um monitor de ressocialização vai receber indenização por danos morais após passar por uma situação bem delicada enquanto trabalhava no Complexo Penitenciário de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba. Ele atuou nesse local entre julho de 2022 e fevereiro de 2024, onde acompanhou policiais penais em ações para evitar fugas. O problema surgiu em um desses momentos, quando a arma de um policial disparou acidentalmente, e estilhaços atingiram o queixo do profissional, deixando uma cicatriz.
Os desembargadores do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (TRT-PR) entenderam que a função desse monitor envolve riscos que vão além do que se espera em trabalhos comuns. Por isso, a empresa que o contratou tem responsabilidade objetiva, ou seja, deve garantir a segurança e o treinamento adequado para seus funcionários, especialmente em situações de risco. No caso dele, a empresa não proporcionou o treinamento necessário para que ele manuseasse armamentos, mesmo atuando em situações perigosas ao lado dos policiais.
O Estado do Paraná, que contratou os serviços da empresa, também foi incluído como réu na ação. O juiz determinou que o monitor receberá R$ 5 mil por danos morais e R$ 2 mil por danos estéticos, devido à cicatriz que ficou em seu queixo. A Justiça explicou que esses valores são justos, já que refletem diferentes aspectos do mesmo incidente: o sofrimento emocional e a mudança física permanente.
Essa decisão ressalta a importância de garantir a segurança no trabalho, especialmente em áreas tão críticas como a segurança pública. É fundamental que quem atua em situações de risco tenha toda a preparação necessária para evitar acidentes e proteger não só a si, mas também as pessoas ao seu redor.




