Moradores lidam com barulho e bloqueios na CIC
Os moradores da Cidade Industrial de Curitiba (CIC) estão passando por um perrengue por conta de uma grande obra da Sanepar na região. Em uma semana, a companhia começou intervenções na esquina das ruas Herval do Oeste e Casemiro Mitczuk, e nesta segunda-feira (25), abriram uma nova frente de trabalho na Rua Jaraguá do Sul, mesmo com a sinalização da primeira obra ainda por lá. O resultado? Barulho, bloqueios e confusão para motoristas e pedestres.
Essas mudanças fazem parte de um projeto maior, que inclui a ampliação do Centro de Reservação Tatuquara, a instalação de 24 quilômetros de rede de água e novos equipamentos na região. Segundo a Sanepar, essas intervenções são essenciais para melhorar o atendimento à população e garantir o abastecimento no futuro. No total, o investimento é de R$ 40 milhões e deve beneficiar até 790 mil pessoas em Curitiba e na Região Metropolitana.
No entanto, o andamento das obras não tem sido nada tranquilo. Em meio a tudo isso, um ramal rompeu, fazendo com que os trabalhos parassem. Para complicar, a forte chuva e até granizo que caiu na região interromperam novamente as atividades. Em nota, a Sanepar explicou que precisou interromper a obra para consertar o ramal danificado e que a chuva atrasou ainda mais esse reparo. A empresa prometeu melhorar a sinalização do local até que tudo esteja em ordem.
E não para por aí. Com o buraco aberto na rua, o que era para ser apenas uma obra se transformou em um verdadeiro “poço caseiro”. A água da chuva e o vazamento acabaram formando um reservatório improvisado, que acaba despejando enxurradas na via, devido à inclinação do terreno. Mesmo com a sinalização tentando guiar os pedestres, quem tenta atravessar para a Herval do Oeste ainda se vê em apuros, tendo que desviar da água que os carros levantam ao passar correndo.
Como essa é uma obra de grande porte, a Sanepar não tem previsão de quando tudo será concluído. Apesar disso, os moradores ainda não enfrentaram interrupções no abastecimento, mas têm que lidar com a obra inacabada e o vazamento persistente que está dando o que falar na região.




