Operação mira família de Curitiba suspeita de contrabando
Na manhã desta quinta-feira, a Polícia Federal deu início à Operação Traccia, cumprindo seis mandados judiciais emitidos pela 14ª Vara Federal Criminal de Curitiba. As ações aconteceram de forma simultânea nas cidades de Curitiba, Foz do Iguaçu e São Paulo, com o objetivo de desmantelar uma rede criminosa.
As investigações apontam para um núcleo familiar que operava a partir de Curitiba, supostamente responsável por organizar a logística de recebimento, armazenamento e distribuição de mercadorias que vinham da fronteira com o Paraguai. Entre os produtos ilegais que estavam sendo movimentados, estavam celulares, cigarros eletrônicos e cigarros industrializados de origem estrangeira.
Segundo a PF, o grupo utilizava transportadoras e operadores logísticos para trazer e movimentar essas cargas. Parte da mercadoria era vendida no comércio local de Curitiba, enquanto outra parte seguia para São Paulo, ampliando ainda mais a atuação do esquema.
Além de cumprir os mandados de busca e apreensão, a operação também resultou na apreensão de bens que levantaram suspeitas de lavagem de dinheiro. O objetivo é enfraquecer a estrutura criminosa e garantir que haja patrimônio disponível para reparação de danos e possíveis confiscos judiciais.
Durante a operação, o principal investigado tentou destruir seu próprio celular, na tentativa de eliminar provas. Essa ação pode ser considerada obstrução de justiça, conforme a Lei nº 12.850/2013, e se ficar comprovado que ele danificou o aparelho, ele poderá enfrentar novas acusações.
O nome “Traccia”, que vem do italiano e significa “rastro”, simboliza o trabalho da polícia em rastrear as movimentações e conexões do grupo investigado.




