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Oposição quer explicações sobre criação de cargos comissionados no governo

O líder da Oposição, deputado Tadeu Veneri (PT), está questionando o governo do Estado sobre a criação de novos cargos e concessão de funções gratificadas. No total, são 139 cargos em comissão e 135 funções gratificadas, distribuídas entre as secretarias de Infraestrutura e Logística, Meio Ambiente, Saúde, Instituto Ambiental do Paraná,Instituto de Terras, Cartografia e Geociências e para as empresas Águas Paraná e Paraná Edificações. Os novos cargos correspondem a uma despesa anual de R$ 14, 2 milhões.

O maior número de cargos, 135, está sendo criado na Secretaria de Infraestrutura. Os demais são 36, na Paraná Edificações, 10, na Sema, 8 no IAP, 9 no ITCG, 15 na Águas Paraná e 61 na Secretaria de Saúde. Os deputados de oposição estão voltando favoravelmente aos projetos, mas mantêm os questionamentos. “É surpreendente que estes cargos estejam sendo criados nos últimos dias do ano, após um período eleitoral. Esses cargos já não eram necessários durante o período eleitoral? Porque todos esses projetos e programas para os quais o governo justifica que está criando uma nova estrutura já estavam em execução antes”, comentou o deputado. Ele espera que os cargos não estejam sendo criados para acomodar aliados do grupo que governa o estado e que perdeu as eleições em Curitiba.

Veneri observou que a criação de cargos em comissão e funções gratificadas não combina com um governo que se diz pressionado pela Lei de Responsabilidade Fiscal, devido ao aumento de gastos com a folha de pagamento. “ Por que um governo que está votando às pressas o projeto do ParanáPrevidência para desonerar a folha está criando tantos novos cargos?”, questionou.

Enquanto o gasto com as 135 funções gratificadas, concedidas a servidores de carreira, somam R$ 4, 8 milhões, os 139 cargos comissionados custarão R$ 9, 3 milhões ao estado, comparou o deputado. “É notório que há um privilégio para os cargos comissionados”, comentou.

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