Paraná registra 34 cidades em emergência ou calamidade
Os últimos dois fins de semana no Paraná foram marcados por eventos climáticos que trouxeram grandes desafios para a população. Na sexta-feira, dia 7, um tornado de nível 3 atingiu Rio Bonito do Iguaçu, devastando cerca de 90% da área urbana da cidade. Na semana anterior, várias cidades já enfrentavam temporais, enxurradas, vendavais e até chuvas de granizo, o que complicou ainda mais a situação.
Diante desse cenário preocupante, o governador Carlos Massa Ratinho Junior declarou estado de emergência em 33 municípios. Já no sábado, dia 8, Rio Bonito do Iguaçu foi um dos lugares a entrar em estado de calamidade pública, devido aos danos causados em residências, comércio e prédios públicos. Entre as cidades que também receberam a homologação da situação de emergência estão Alto Piquiri, Alvorada do Sul, Araruna, e muitas outras, totalizando uma lista de cidades que necessitam de apoio.
O que significam esses decretos?
A situação de emergência é um passo que indica que desastres comprometeram a capacidade de resposta do poder público local, mas ainda há recursos para agir com algum suporte externo. Já o estado de calamidade pública é quando a situação é tão grave que a administração local não consegue mais lidar sozinha, necessitando de ações mais urgentes e abrangentes.
Com a homologação desses decretos, os municípios afetados podem acessar recursos federais. Isso significa que podem receber ajuda para socorro, reestabelecimento de serviços e recuperação da infraestrutura. Para a população que sofreu com os danos, há a possibilidade de acessar o Saque Calamidade do FGTS e linhas de crédito específicas para enfrentar essa situação.
No âmbito estadual, o decreto também permite que as cidades recebam recursos do Fundo Estadual de Calamidade Pública (Fecap). O governador já tinha anunciado um aporte inicial de R$ 50 milhões para ajudar as localidades que enfrentavam dificuldades até então. Com a gravidade da situação em Rio Bonito do Iguaçu, o governo decidiu aumentar esse valor, destinando mais R$ 50 milhões ao Fecap.
Medidas de apoio para os afetados
Além disso, foi lançada uma linha de crédito do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) voltada para empresas, cooperativas e produtores rurais que foram prejudicados, oferecendo condições especiais e juros menores do que os habituais. Uma medida que merece destaque é a aprovação de uma lei que permite que até R$ 50 mil sejam repassados diretamente às famílias afetadas para ajudar na reconstrução de casas. Antes, esse repasse só era possível de forma indireta, por meio dos municípios.
Em Rio Bonito do Iguaçu, ações específicas já estão sendo implementadas. A Cohapar está construindo 320 casas para atender a população mais vulnerável, e a Sanepar isentou os clientes da cidade da tarifa de água por três meses, um alívio em um momento tão delicado.
Essas iniciativas mostram como o estado está se mobilizando para ajudar as comunidades afetadas e recuperar a normalidade, com foco na solidariedade e na reconstrução.




