PARANÁ

Paranaense ganha prêmio nacional Assaí com hambúrguer inovador

Transformar um simples food truck em um negócio premiado em nível nacional é um feito e tanto, não é mesmo? É exatamente isso que o paranaense Felipe Benvenuto Façanha de Sá conseguiu. Ele conquistou o primeiro lugar na categoria Tecnologia da 8ª edição do Prêmio Academia Assaí e, com isso, levou para casa R$ 5 mil, além de outros prêmios ao longo da competição.

A história de Felipe com o Mamute Burgers começou há 10 anos, quando ele estacionou seu primeiro food truck no bairro Vila A, em Foz do Iguaçu. Antes mesmo da pandemia, ele já mostrava um olhar inovador ao criar um parque de food trucks, reunindo outros empreendedores da região. Mas, como muitos, teve que se adaptar durante a pandemia. Ele fechou as operações fixas e focou no delivery. Quando as coisas começaram a voltar ao normal, percebeu que o público queria novamente frequentar os espaços físicos e, assim, abriu a primeira unidade do Mamute Burgers, centrada na comunidade local.

O sucesso foi tão grande que rapidamente surgiu uma segunda loja, estrategicamente localizada perto da região turística de Foz do Iguaçu. E como foi que Felipe soube do Prêmio Academia Assaí? Durante uma compra no atacadista! Como cliente frequente, ele foi incentivado por uma funcionária e por sua esposa a se inscrever. Ele se dedicou aos conteúdos de capacitação e decidiu usar a tecnologia como um diferencial. No Mamute Burgers, Felipe implementou tablets nas mesas e totens de autoatendimento, o que ajudou a reduzir filas e otimizar o tempo de espera. O resultado? Um aumento no ticket médio e um atendimento mais ágil, mesmo em tempos de escassez de mão de obra.

Além de Felipe, outros cinco empreendedores também foram reconhecidos. Bruno Celso Jesus, do Rio de Janeiro, ganhou na categoria Ambulante; Aline Cristina Ferreira, do YAKI Sushi Bar, também do Rio, levou o prêmio em Inovação; Cacau Pimentas do EEE Baiaaaana, da Bahia, foi premiado em Ponto Fixo; Micaela Gonçalves, do Brownie da Mica!, do Rio Grande do Sul, ganhou em Vendas por Encomenda; e Francisca Luciana, do Tolú – Chocolates Orgânicos da Amazônia, do Pará, se destacou na categoria Sustentabilidade.

Em 2025, o Prêmio Academia Assaí recebeu mais de 7.500 inscrições e distribuiu R$ 1,3 milhão em apoio financeiro. Cada participante desfrutou de mais de 10 horas de capacitação em gestão e crescimento de negócios. Um dado curioso é que 74% dos inscritos eram mulheres e 61% se identificavam como pretos ou pardos, mostrando a diversidade no setor alimentar.

Para Felipe, essa conquista é fruto de muito trabalho e aprendizado contínuo. Ele ressalta: “Estou aqui por mérito. As aulas foram essenciais, principalmente a de técnicas de venda, que me ajudou a pensar em como vender mais para o mesmo cliente. Para quem quer participar, eu diria: acredita. Acredite no potencial do seu negócio, confie no processo e insista. Pode ser que não chegue no primeiro ano, mas cada etapa traz ensinamentos valiosos. Essa experiência me trouxe muito mais do que conhecimento sobre o negócio, me trouxe autoconhecimento.”

Os 30 vencedores regionais passaram por três semanas de formação, com uma etapa final presencial em São Paulo, incluindo capacitação e experiências imersivas. A banca julgadora foi composta por membros do Conselho e Direção Executiva do Instituto Assaí, além de representantes da Aliança Empreendedora e CUFA.

O Prêmio Academia Assaí foi criado para valorizar micro e pequenos empreendedores do setor alimentar e se consolidou como uma das principais iniciativas do país para fomentar o empreendedorismo. Fábio Lavezo, Gerente de Sustentabilidade e Investimento Social do Assaí Atacadista, explica que o prêmio destaca histórias inspiradoras de empreendedores que lutam para manter seus negócios. Ele acredita que, ao oferecer oportunidades de capacitação, esses empreendedores podem aumentar seus lucros e crescer ainda mais.

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