Cotidiano

Preço do trigo no Paraná fica abaixo do valor mínimo

Recentemente, o Sistema FAEP, que representa os agricultores do estado, fez um pedido importante à Superintendência Regional do Paraná da Companhia Nacional de Abastecimento. O objetivo? Conseguir apoio para ajudar na venda do trigo produzido na região. Eles estão solicitando a liberação de recursos para realizar os leilões do Prêmio para o Escoamento de Produto (PEP) e do Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro), ambos voltados para o trigo.

Na última semana de outubro, o preço médio da saca de 60 quilos de trigo no Paraná foi de R$ 64,10. Esse valor está bem abaixo do preço mínimo estipulado, que é de R$ 78,51 por saca para a região Sul, uma diferença de 19%. Isso significa que os produtores estão enfrentando dificuldades para cobrir os custos de produção, o que é um grande desafio, já que o trigo é um alimento essencial na nossa dieta.

Ágide Eduardo Meneguette, presidente interino do Sistema FAEP, comentou sobre a situação. Ele destacou que o preço atual está muito abaixo do que os agricultores precisam para se manterem. “Precisamos de apoio e de políticas públicas que garantam uma renda mínima para os nossos produtores, especialmente porque estamos falando de um produto tão importante para a alimentação da população”, afirmou.

A realidade é que a defasagem entre o preço que os agricultores recebem e os custos de produção afeta todos os cantos do Paraná. Cleverson Mattei, presidente do Sindicato Rural de Coronel Vivida, também trouxe à tona a questão dos altos custos de produção. Ele explicou que os preços dos insumos estão nas alturas, além das taxas de juros pesadas nos financiamentos. “Com tudo isso, os custos de produção podem chegar a cerca de 35% a mais do que o esperado”, detalhou Mattei.

Para que a produção seja viável, os agricultores precisam colher, em média, 58 sacas por hectare. No entanto, muitos estão conseguindo apenas cerca de 50 sacas, de acordo com dados da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). O estado do Paraná tem cerca de 818,9 mil hectares dedicados ao cultivo do trigo e estima-se uma colheita de 2,7 milhões de toneladas, o que representa um aumento de 18% em relação à safra anterior.

Diante desse cenário, Mattei reforçou a importância dos leilões de PEP, que garantem a compra do trigo pelo preço mínimo. Isso seria um alívio para os agricultores, ajudando-os a evitar prejuízos em um momento tão desafiador.

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