Prefeito da RMC é detido por suspeitas de fraude na saúde
Na última quinta-feira, dia 9 de outubro, o Ministério Público do Paraná (MPPR) lançou a Operação Fake Care. O foco dessa operação é investigar um esquema de corrupção envolvendo a saúde em Fazenda Rio Grande, que fica na Região Metropolitana de Curitiba. O que se sabe até agora é que servidores públicos e empresários estão sendo investigados por uma série de crimes, como corrupção ativa e passiva, além de contratação ilegal e lavagem de dinheiro.
As investigações revelaram que uma organização criminosa atuava desviando recursos públicos por meio de contratos com uma empresa que prestava serviços de testagem domiciliar e levantamento estatístico. Segundo o MPPR, o grupo simulava processos de contratação para justificar pagamentos que estavam superfaturados e para realizar repasses ilegais. O rombo nos cofres públicos pode ultrapassar a marca dos R$ 10 milhões.
Entre os principais alvos da operação estão servidores de alto escalão da prefeitura. A Justiça já decretou a prisão preventiva de cinco pessoas, incluindo o prefeito Marco Marcondes, do PSD, e o secretário da Fazenda, que também gerencia a saúde na cidade. A reportagem da Tribuna do Paraná entrou em contato com a Prefeitura de Fazenda Rio Grande e aguarda um retorno sobre a situação do prefeito e dos servidores que estão sendo investigados.
Além das prisões, a Justiça decidiu afastar quatro pessoas de suas funções públicas. Essa medida é importante para garantir que esses indivíduos não ocupem cargos de comando enquanto as investigações estão em andamento. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em residências, gabinetes da prefeitura e escritórios tanto em Fazenda Rio Grande quanto em Curitiba. A investigação, que está sendo conduzida de forma sigilosa pela Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos (SubJur), contou com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que ficou responsável pela execução dos mandados judiciais.




