Paraná Extra

Seriam 18 as vítimas de eutanásia no Evangélico, segundo a polícia

Os equipamentos da UTI seriam de propriedade da médica.

Os equipamentos da UTI seriam de propriedade da médica.

Seriam pelo menos 18 os pacientes que podem ter sido submetidos à eutanásia pela médica chefe da UTI do Hospital Evangélico, Virgínia Soares de Souza, segundo investigação que está sendo realizada pela polícia. A médica está detida no Complexo Médico-Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.

Os prontuários destes pacientes estão sendo analisados pela polícia. Praticamente todos teriam sido internados pelo SUS. Agora (20) à tarde serão dadas informações à imprensa numa entrevista coletiva, embora as investigações estejam sendo realizadas sob sigilo judicial.

A médica vinha sendo investigada há um ano e é suspeita de praticar eutanásia, que é a indução à morte com o consentimento dos pacientes em estado terminal. A ação é proibida no Brasil. Ela também é suspeita de maus tratos.

Segundo seu advogado, Elias Mattar Assad, as prisão seria um equívoco. “Folheando rapidamente o documento, eu concluí que não existe prova de materialidade do crime. Nas várias certidões de óbito de pessoas que teriam morrido, nenhum dos atestados foi firmado pela minha cliente. Todos as certidões também tinham laudos do IML atestando as mortes como sendo ou de causas acidentais ou naturais”, ressaltou o advogado.

DEPOIMENTOS

A polícia continua ouvindo depoimentos dos funcionários da UTI. Segundo um eles, a médica seria a dona da UTI, que é terceirizada e proprietária da maioria dos equipamentos. Ela também teria hábitos estranhos, sendo que sua sala é decorada com desenhos de bruxas. Também teria o hábito de levar cachorros para dentro do hospital.

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