PARANÁ

Serviço aeromédico do Paraná faz 10 atendimentos diários em 2023

Entre janeiro e outubro de 2023, o serviço aeromédico do Paraná fez uma média impressionante de 10,56 atendimentos por dia, somando um total de 3.201 ocorrências. Esses dados foram divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e mostram como esse serviço tem se mostrado essencial para a população. Desde que começou a operar, há 18 anos, o serviço já realizou mais de 35 mil atendimentos, que vão desde resgates em acidentes até emergências médicas e transporte de órgãos para transplantes.

O sistema conta com uma frota de seis helicópteros e um avião, todos distribuídos em cinco bases estratégicas: Curitiba, Cascavel, Londrina, Maringá e Ponta Grossa. Cada aeronave é equipada com uma equipe formada por um piloto, um médico e um enfermeiro, garantindo que todos os cantos do estado recebam atendimento rápido e eficaz. O acionamento do serviço é feito por médicos reguladores, que avaliam a gravidade de cada caso antes de solicitar o suporte aéreo.

Um dos pontos que diferencia o serviço aeromédico do Paraná é a quantidade de aeronaves disponíveis e a formação técnica das equipes, além de ser exclusivamente voltado para a área da saúde. O atendimento segue rigorosamente as normas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Regulamento Brasileiro de Aviação Civil, assegurando que cada operação seja feita com segurança e eficiência.

### Investimentos e Inovações

O Governo do Estado investe cerca de R$ 85,5 milhões por ano nesse serviço, o que inclui os contratos para a operação das aeronaves e a manutenção das equipes médicas. Desde 2020, a Sesa tem adquirido um medicamento trombolítico, que é essencial no tratamento de ataques cardíacos, e que está disponível tanto nas ambulâncias quanto nas aeronaves.

Uma inovação recente que tem feito a diferença na vida de muitos pacientes é a possibilidade de realizar transfusões de sangue diretamente no local do atendimento. Esse projeto, que foi implantado há três anos, já ajudou 50 pacientes em estado crítico, utilizando sangue tipo O negativo que é armazenado em uma sala especial na base de Maringá.

O serviço, que começou em 2007 com apenas um helicóptero, passou por uma transformação significativa ao longo dos anos. Hoje, ele oferece uma rede de atendimento abrangente em todo o estado, contribuindo para salvar vidas em situações de emergência e garantindo que assistência especializada chegue rapidamente a quem realmente precisa.

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