Suspeita de desvio de dinheiro por ex-funcionário da Sanepar
Na manhã desta quinta-feira, a Polícia Civil do Paraná (PCPR) deu início a uma operação para cumprir 35 mandados judiciais relacionados a um esquema de fraudes envolvendo contas de água da Sanepar. O golpe, que já causou um prejuízo superior a R$ 90 mil, era liderado por um ex-funcionário terceirizado da empresa.
A história começou quando a própria Sanepar percebeu algumas irregularidades nos repasses. A empresa fez a denúncia à Polícia Civil, que, a partir daí, se envolveu em uma investigação de três meses. O que se descobriu foi que o ex-funcionário tinha acesso a um sistema de reembolsos de contas pagas em duplicidade. Mas, ao invés de devolver o dinheiro aos clientes, ele desviava os valores para contas de familiares e amigos.
O delegado Emmanoel David revelou que esse esquema funcionou por cerca de cinco meses, durante os quais o suspeito conseguiu desviar aproximadamente R$ 90 mil, afetando cerca de 40 clientes e a própria Sanepar. Ele usou a confiança que a empresa tinha nele para fazer transferências fraudulentas, o que caracteriza a prática de lavagem de dinheiro.
Como o investigado era parte de uma empresa terceirizada, o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, explicou que a perda financeira foi absorvida pela contratada. Segundo ele, nenhum cliente saiu prejudicado, pois todo o valor desviado foi devolvido à Sanepar, que também já demitiu o funcionário envolvido.
Após essa situação, a Sanepar decidiu revisar seus protocolos internos para evitar novos golpes. Desde outubro, um novo sistema de checagem automática de CPF e CNPJ foi implementado, garantindo que apenas contas autorizadas recebam reembolsos por cobranças em duplicidade. Essa medida visa fortalecer o controle financeiro da empresa e proteger os clientes.
A operação da Polícia Civil está sendo realizada em diversas cidades da Região Metropolitana, como Araucária, São José dos Pinhais e Curitiba. Além dos mandados de busca e apreensão, a ação inclui prisões preventivas e bloqueio de contas bancárias dos envolvidos. Os suspeitos podem enfrentar sérias acusações, incluindo furto mediante fraude, lavagem de dinheiro e associação criminosa.



