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Taxa de mortalidade e de casos por Aids apresentam redução

A série histórica que registra os números da Aids no Paraná apresenta redução em avaliação feita entre os anos de 2015 e 2020.

A taxa de detecção dos casos de AIDS por 100 mil habitantes apresenta redução de 36,7% entre os anos de 2015 e 2020 e a de mortalidade também por 100 mil habitantes alcançou 22,6% de redução se comparada em 2015 e 2019. A taxa de detecção e casos de HIV por 200 mil habitantes teve a redução de 0,9%.

A análise é da Divisão de Doenças Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis da Secretaria de Estado da Saúde em alusão aos 40 anos de descoberta dos primeiros casos de Aids no mundo.

“Os dados avaliados pela Sesa são importantes e que confirmam o trabalho realizado pelo Governo do Estado na promoção e prevenção da saúde junto às populações mais vulneráveis à essas infecções; é uma das prioridades da Sesa e neste processo estão envolvidas ações para a redução da mortalidade de pessoas vivendo com HIV e com coinfecção de Tuberculose e HIV; redução da transmissão vertical do HIV e a ampliação do acesso aos diagnósticos e tratamentos ofertados”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Cenário – Várias ações são desencadeadas de forma contínua pela Sesa para a prevenção e tratamento das infecções sexualmente transmissíveis. “E, diante da pandemia, fizemos muitas adaptações para que pudéssemos manter os serviços ativos com todos os cuidados de segurança para as equipes profissionais, para os pacientes e para quem procura pelo diagnóstico de uma doença sexualmente transmissível”, disse a diretora de Atenção e Vigilância em saúde, Maria Goretti David Lopes.

“Entre as ações que foram adaptadas estão: a dispensação de medicamentos da terapia antirretroviral, que era feita para 30 dias passou para 90 e até 120 dias dependendo dos remédios; a dispensação para todos os municípios de autotestes permitindo o acesso do diagnóstico pela população sem a necessidade do deslocamento até o serviço de saúde; a intensificação das capacitações online aos profissionais de saúde que atuam na área e monitoramento contínuo das pessoas que estão em tratamento”, ressaltou a diretora.

Além disso, desde 2019, a Sesa vem capacitando profissionais junto aos municípios para a adesão à Profilaxia Pré-Exposição de risco à Infecção pelo HIV (PrEP), ferramenta que vem sendo utilizada mundialmente com eficácia comprovada e que consiste no uso preventivo de medicamentos antirretrovirais antes da exposição sexual ao vírus. Esta profilaxia só acontece com orientação médica e é indicada para populações em situação de maior vulnerabilidade. A capacitação é ofertada a todos os municípios e até o momento, 104 aderiram à PrEP.

“Ainda assim, os desafios para a saúde pública são grandes e precisamos portanto sempre falar em prevenção e informar a população que o HIV ainda não tem cura e reforçar a educação sexual e reprodutiva, especialmente ao público jovem, por não ter vivido o auge dos registros de morte por Aids, muitas vezes não se dá conta da importância da prevenção”, informou a chefe da Divisão de Doenças Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis da Sesa, Mara Franzoloso.

Mudanças – Há 40 anos, no dia 5 de junho de 1981, os primeiros casos de Aids foram divulgados no mundo, com a publicação de relatórios que descreviam uma doença pulmonar como causa da morte de 5 jovens. Hoje, a AIDS que representa o estágio mais avançado da infecção pelo vírus do HIV, já provocou a morte de mais de 35 milhões de pessoas no mundo.

“No início doas anos 80 receber um diagnóstico de HIV/Aids era considerado receber uma sentença de morte”, lembra Mara Franzoloso. “O quadro começou a mudar no final dos anos 80 e inicio dos anos 90. Em 1987 foi aprovado um medicamento

antirretroviral, conhecido como AZT (Zidovudina) e em 1996 teve inicio a Terapia Antirretroviral Altamente Ativa (HAART) mudando a história de um diagnóstico fatal para uma solução controlável e o termo “viver com HIV” foi se tornando possível e agregando qualidade de vida às Pessoas Vivendo com HIV”.

“A epidemia da AIDS, hoje denominada epidemia concentrada, no mundo, assim como no Brasil, apresentou mudanças significativas. Isto se deve não apenas às terapias antirretrovirais que tiveram um impacto muito grande na contenção da progressão acelerada da doença, mas também devido a medidas profiláticas para evitar a transmissão vertical, controle rigoroso em bancos de sangue, informações sobre o HIV, além da distribuição gratuita dos medicamentos e insumos de prevenção como preservativos e testes rápidos para a detecção do HIV”, ressaltou a chefe da Divisão de Doenças Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis da Sesa.

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