Temporal no Paraná causa danos; mais chuva a caminho?
Uma nova frente fria está dando o que falar no Sul do Brasil, e o Paraná não ficou de fora. Desde terça-feira (28/10), várias cidades enfrentam problemas por conta das chuvas intensas. As regiões Centro e Sul do estado foram as mais afetadas, com alagamentos, comunidades isoladas e danos em casas e prédios públicos.
Em Curitiba, a chuva acumulou 13,8 mm até as 8h desta quarta-feira (29/10). Já em Goioxim, no Centro do estado, a situação é crítica. O município ficou praticamente ilhado após fortes enxurradas, e o prefeito Eder dos Santos (PSB) estima que os prejuízos cheguem a R$ 2 milhões, com a maioria dos danos concentrados na zona rural. A Defesa Civil local informou que 66 casas na área urbana foram afetadas, e cerca de 80% das comunidades rurais estão isoladas devido à destruição de pontes e estradas.
Bituruna, localizada no Sul do Paraná, também sofreu com os temporais, que trouxeram rajadas de vento de até 70 km/h. Pelo menos 50 casas e uma escola foram destelhadas. Além disso, a Defesa Civil relatou a queda de quatro postes de energia e 14 árvores, sendo que duas delas atingiram residências, mas, por sorte, ninguém ficou ferido. Equipes da prefeitura e voluntários estão em campo para liberar as estradas e ajudar as famílias afetadas.
Os acumulados de chuva foram significativos em várias cidades. De acordo com o Simepar, algumas regiões do Centro e Sul do estado registraram mais de 50 mm de chuva na terça. Ivaí liderou o ranking com 81,8 mm, seguido por Guarapuava (50,6 mm), Ubiratã (59,6 mm), e Ponta Grossa (59,2 mm). Em Altônia, no Noroeste, o acumulado já ultrapassou a média histórica de outubro, que era de 222,4 mm, chegando a mais de 311 mm.
Na Região Metropolitana de Curitiba, a instabilidade continuava nesta quarta-feira. O Simepar apontou que Pinhais teve 17,4 mm, Antonina 19,2 mm, Morretes 22,9 mm e Londrina 29 mm até as 7h30.
E a previsão? A Defesa Civil ainda mantém alerta para chuvas intensas, embora as chances de tempestades tenham diminuído em relação ao dia anterior. O Noroeste, o Norte e os Campos Gerais são as áreas que podem enfrentar precipitações mais persistentes, enquanto as demais regiões devem ter chuvas esparsas. O avanço do ar frio traz a expectativa de queda nas temperaturas a partir da noite, especialmente no Sul e Centro do estado. Mesmo que os volumes de chuva não sejam extremos, o solo encharcado pode aumentar o risco de deslizamentos e alagamentos.
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