Transitar avalia novas medidas para reduzir acidentes e velocidade
Cascavel tem enfrentado um grande desafio quando o assunto é o trânsito. Somente em julho, a cidade registrou mais de 9,5 mil multas, graças aos 52 radares eletrônicos que estão espalhados por toda a região. Diante dessa situação, a Transitar, que é o órgão responsável pela mobilidade urbana, está pensando em algumas mudanças. Entre as propostas, está a proibição de ultrapassagens dentro do perímetro urbano e a instalação de sinalizações mais chamativas para alertar os motoristas que, muitas vezes, parecem estar bem distraídos.
Luciane de Moura, educadora de trânsito da Transitar e presidente do Cotrans, comentou que a ideia é também ampliar as vias que têm estreitamento de faixa, assim como foi feito na Avenida das Pombas, na Região Norte. Ela acredita que essas novas sinalizações educativas podem contribuir bastante para melhorar a situação no trânsito da cidade. Para isso, equipes de educação, engenharia e fiscalização estão analisando dados, sinistros e suas causas, sempre em busca de soluções.
Recentemente, um novo radar foi colocado em funcionamento na Indira Gandhi, na Região Oeste. Esse radar já estava na via, mas foi retirado temporariamente para obras. Agora, voltou a operar, com limite de velocidade de até 40 km/h. Além disso, novos semáforos estão sendo instalados e devem começar a funcionar em breve. O primeiro fica no cruzamento da Avenida das Pombas com a Rua Expresso Norte, no Bairro Floresta. Outros dois semáforos também estão previstos para a região central, nos cruzamentos da Rua Vitória com a Rua Souza Naves e da Rua Cuiabá com a Rua Souza Naves.
Os números de infrações de trânsito em julho são alarmantes. A Transitar registrou 6.016 multas por excesso de velocidade, 1.550 por avanço de sinal vermelho, 995 motoristas na faixa exclusiva de transporte público e 942 conversões à esquerda feitas de forma irregular. Ao todo, as multas somaram 9.557 em julho e, se somarmos com o primeiro semestre, o número total chega a 64.347 infrações. Luciane destaca que a velocidade é a principal causa de mortes no trânsito urbano. Ela observa que os dados mostram que a fiscalização precisa ser intensificada, já que muitos motoristas não estão respeitando os limites de velocidade nem as sinalizações.
Nos primeiros seis meses deste ano, houve um aumento de 3% nos acidentes em comparação com o ano passado, com 2.738 ocorrências registradas. Apesar disso, o número de feridos caiu de 593 para 587 e, felizmente, as mortes também diminuíram de 14 para 8. Luciane comenta que, embora tenham conseguido reduzir o número de óbitos, o cenário ainda é preocupante devido ao aumento dos acidentes e da desatenção dos motoristas.
Os dados mostram que a Transitar está trabalhando com metas do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito, que busca reduzir em 50% as mortes até 2028. Os principais fatores de risco identificados continuam sendo o excesso de velocidade, a falta de atenção e a ingestão de álcool. Luciane reforça que cada vida salva é resultado de um esforço conjunto entre os órgãos de trânsito, o poder público e a sociedade. E que, embora não seja possível eliminar todos os acidentes, reduzir as mortes é um objetivo que todos devem perseguir.




