Um candidato em Curitiba teve seu pedido de revisão da nota da redação em um concurso público negado pela Justiça do Paraná. Ele argumentou que a inteligência artificial chamada “Glau” havia atribuído uma pontuação maior do que a concedida pela banca examinadora.

O juiz Fernando Andreoni Vasconcellos, que relatou o caso, explicou que, para haver uma intervenção da Justiça, seria necessário que a correção da redação feita pela IA tivesse supervisão humana. Ele destacou que a falta de uma metodologia clara e verificável compromete a segurança jurídica e a igualdade de condições no processo seletivo. O juiz afirmou que a ausência de explicações e auditoria humana no trabalho da IA desqualifica essa ferramenta como prova válida para contestar a correção.

Essa decisão traz à tona questões importantes sobre o uso de sistemas de inteligência artificial em processos administrativos. Entre os pontos destacados estão a necessidade de transparência nos algoritmos, a importância da auditoria humana em processos automatizados e o equilíbrio entre inovação tecnológica e segurança jurídica. Além disso, os princípios de isonomia em seleções também foram mencionados, sendo fundamentais para garantir a igualdade entre os candidatos.

Falando um pouco mais sobre a ferramenta Glau, ela é bastante conhecida entre estudantes que buscam passar em vestibulares e concursos. A plataforma se propõe a corrigir redações e questões, além de oferecer videoaulas e simulados a preços fixos. Segundo informações da Glau, a correção dos textos leva em conta três fatores principais: as exigências dos editais, as normas gramaticais da língua portuguesa e técnicas de retórica baseadas em bibliografia específica.

A reportagem tentou entrar em contato com o advogado do candidato e com a plataforma Glau, mas não obteve retorno até o momento. A expectativa é que ambos se posicionem sobre o assunto em breve.

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