Três detidos em operação policial em Curitiba
Três homens, de 41, 26 e 30 anos, foram presos em Curitiba, suspeitos de fazer parte de uma associação criminosa que vendia medicamentos falsificados. A operação da Polícia Civil do Paraná aconteceu na terça-feira (26) em bairros como Sítio Cercado e Pinheirinho. Entre os produtos que eles comercializavam estavam coisas como toxina botulínica, usada para procedimentos estéticos, canetas de semaglutida para diabetes e emagrecimento, além de outras substâncias como lipostabil, que é proibido pela Anvisa.
A prisão do trio estava relacionada a um mandado de prisão preventiva contra o homem de 41 anos, considerado o cabeça da organização. Segundo a delegada Aline Manzatto, ele já estava em liberdade condicional por uma série de crimes, incluindo ameaças a agentes penitenciários e tráfico de drogas. Durante a abordagem, a equipe policial se dirigiu à Vara de Execução Penal, onde o suspeito havia se apresentado e deixado um endereço no Sítio Cercado. Porém, as investigações mostraram que ele não morava na cidade há mais de cinco meses.
Em poder dele, a polícia encontrou um comprovante de pagamento de pedágio em Baurerí, São Paulo, datado do dia da operação. Quando confrontado, o homem admitiu que não residia mais em Curitiba e que seus familiares estavam em São Paulo e Maringá. Por fornecer informações falsas, acabou preso por falsidade ideológica.
A equipe da polícia também cumpriu um mandado de busca em um imóvel no Pinheirinho, onde encontraram os outros dois suspeitos. No local, foram apreendidos 820 cigarros eletrônicos, com valor estimado em R$ 70 mil, além de anabolizantes, munições e até máquinas de cartão. A CNH do líder do grupo também foi encontrada.
Os três homens responderão por crimes como associação criminosa armada, posse de munição e falsificação de medicações. A investigação começou este ano, quando a polícia descobriu um número de telefone que o líder usava para oferecer medicamentos em grupos de mensagens. O esquema era preocupante, pois envolvia a venda de produtos sem registro, colocando a saúde pública em risco.
Os suspeitos foram levados ao sistema penitenciário e continuam à disposição da Justiça. As investigações ainda estão em andamento para identificar outros envolvidos e descobrir a extensão dessa rede de distribuição.




